27/06/2016 09:20

Empresas juniores oferecem oportunidades a universitários

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Empresas juniores oferecem oportunidades a universitários

Contato com a prática da área de atuação e gestão de projetos motivam a abertura de empresas e fomentam o empreendedorismo

Gabriela, Alice, Gabriel e Isadora fazem consultoria jurídica na Ex Lege Junior. Serviços de qualidade por um preço bem acessível
O Movimento Empresa Júnior (MEJ) tem estimulado jovens universitários à abertura de novos negócios. Esse mecanismo é importante para melhorar a formação de estudantes de graduação, dando a eles oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula, interagir com clientes e desenvolver o comportamento empreendedor.

Em Goiás, há 47 empresas juniores (EJ) que atuam em áreas como administração, contabilidade, direito, agronegócio, comunicação, engenharias, arquitetura e urbanismo, tecnologia, química, gastronomia e turismo, economia, dentre outras. Segundo o coordenador do Núcleo de EJ da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Bruno Alencar, os serviços disponibilizados são, em média, 30% mais baratos em relação ao mercado convencional. Além do que, os universitários têm a oportunidade de se tornarem profissionais mais preparados.

Com forte atuação, a Elo Engenharia Júnior tem se destacado no mercado pela qualidade dos serviços apresentados. Formada por 27 universitários que cursam arquitetura e urbanismo e as engenharias civil, mecânica, elétrica, química e da computação, a empresa trabalha de forma múltipla disciplinar.
No comando está o estudante de engenharia civil Lucas Pellaquim Barros, de 20 anos. “É uma experiência única que não teríamos oportunidade de adquirir em outro lugar. Temos uma demanda alta de trabalho. Tanto é que há um processo seletivo para contratação de mais 10 alunos.”

Para a estudante de direito Alice Pereira Correia, 20 anos, a oportunidade de conhecer o mercado de trabalho já no início da graduação é o principal fator motivador. Ela é presidente da Ex Lege Junior, que atua em consultoria jurídica. Ao todo 20 universitários trabalham na empresa.

“A gente trabalha com a prática do curso e conhece a rotina profissional. Se tivéssemos ficado apenas na faculdade não teríamos adquirido o conhecimento do que realmente é a profissão. Com certeza, estaremos mais bem preparados para o mercado de trabalho”, afirma Alice.

Como previsto por lei, os alunos trabalham de forma voluntária e não recebem salário. Todo lucro obtido através dos serviços prestados devem ser aplicados na manutenção da própria empresa e na capacitação dos alunos, como cursos e congressos.

O próprio negócio

Quando conclui o curso, o aluno não pode mais participar da empresa júnior (EJ). Mas esse não é um problema para o estudante de engenharia civil Lucas Pellaquim Barros. Ele afirma que após o conhecimento adquirido, o objetivo é abrir o próprio negócio. “A experiência na EJ me faz sentir mais seguro para esse passo. Aqui, a gente aprende todas as áreas que englobam a vivência empresarial.”

O presidente do Goiás Júnior, Pedro Henrique Santos, explica que o ciclo visa o empreendedorismo ao preservar três tipos de aprendizagem: por projetos, por gestão e pela cultura empreendedora. Mesmo apresentando perfil e características empreendedoras, é através dessa prática que conhecem de fato o mercado.
“São reflexos do pós-júnior. Além de abrir uma empresa, a gente acredita que esse jovem será um agente de mudança na sociedade. Por isso, o Movimento Empresas Juniores também trabalha através de projetos para os micro e pequenos empresários recém-formados, para incentivar o empreendedorismo”, afirma Pedro Henrique.