26/03/2016 08:42

Economia dos EUA cresce 2,4% em 2015

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Economia dos EUA cresce 2,4% em 2015

A economia dos Estados Unidos cresceu mais do que o esperado no último trimestre de 2015, enquanto o lucro das empresas caiu nesse mesmo período. Com isso, o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 2,4% em 2015.

A expansão do PIB foi de 1,4% no último trimestre, e não 1%, como anteriormente previsto, segundo o Departamento de Comércio norte-americano. Já a baixa nos lucros foi de cerca de 8%.

O órgão divulgou nesta sexta (25) a terceira e última revisão do PIB local no ano passado.

A fórmula para a alta de um lado e baixa do outro foi a seguinte: enquanto consumidores continuaram indo às compras, amparados pelas baixas taxas de inflação e por um mercado de trabalho estável, algumas companhias cortaram investimentos, desincentivadas por fatores como dólar forte, petróleo barato e ventos desfavoráveis nos mercados internacionais.

Os números são menos duros do que a expectativa inicial, mas menores do que os do terceiro semestre (2%). No final, o avanço no Produto Interno Bruto ao longo do ano foi de 2,4%, taxa equivalente à de 2014.

O consumo interno (que representa quase 70% da economia norte-americano) puxou a economia para cima, com expansão anual de 2,4% (maior do que os 2% estimados anteriormente).

Apesar do tombo nos meses derradeiros, os lucros corporativos também ficaram no positivo em 2015: 3,3%. No semestre, os ganhos com a atual produção encolheram US$ 159,6 bilhões. De julho a setembro, a retração havia sido de US$ 33 bilhões.

Segundo a agência de notícias Bloomberg, a queda dos lucros ao longo de 2015 (3,1%) é a maior desde 2008.

O governo dos EUA costuma parcelar em três fases a divulgação do PIB: a primeira estimativa em janeiro e duas outras revisões nos dois meses seguintes.
Para José Márcio Camargo, economista da Opus Investimentos, este resultado torna mais provável um aumento do juros pelo Fed (banco central dos EUA) em abril.

A subida do consumo e a redução dos lucros corporativos, 'mesmo quando tiramos os efeitos da queda dos preços de energia', colaboram para esse cenário, Camargo diz à Folha. Esses dois fatores sugerem que os salários já estão crescendo significativamente, o que começa a pressionar os lucros e eventualmente preços e investimentos negativamente'.

Fonte: opopular